sábado, 21 de setembro de 2013

EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 As leis que regem a educação definem que a mesma deve ser oferecida para todos, independentemente de condições financeiras, sociais, raça, cor, credo e capacidade física ou mental. Na verdade, essa igualdade de direitos ao sistema educacional ainda não funciona como a lei demonstra ser. Ainda falta muito para que possamos vivenciar essa realidade.
 Para obter os direitos educacionais, os cidadãos a muito veem sendo amparos por leis que defendem os ideais de educação voltados para abarcar a todos.
 No que se refere a educação inclusiva, sabemos que é  muito difícil “jogar” um aluno com certo tipo de deficiência em uma sala de aula onde o professor não tem preparo técnico e nem psicológico para encarar o desafio de educa-lo, contudo, o mesmo não pode ser rejeitado, uma vez que as leis existentes admitem um ensino igualitário para todos.
De acordo com a Constituição Federal de 1988, o atendimento educacional está garantido aos portadores de qualquer deficiência, onde a mesma acentua o fato de que a educação é um direito do cidadão garantido pelo Estado. Esse direito também é firmado pela Lei Federal 7.853 que  prevê a obrigatoriedade e gratuidade da educação especial no ensino público sob pena de multa de reclusão para quem desobedece-la.
 Seguindo a linha da Constituição Federal de 1988, surgiu, em 1996 a nova LDB, Lei nº 9394 que também garante os mesmos direitos defendidos pela Constituição, especificamente nos artigos 58, 59 e 60 que asseguram a inclusão do educando portador de necessidades especiais no ensino regular.
 Nos anos 80 e 90 eclodiram vários movimentos em prol da inclusão no Brasil e no mundo. No mesmo período, mais especificamente nos anos 90 foi criado o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que veio consolidar todos os direitos apregoados pela Constituição Federal.
  Em 1994 aconteceu na Espanha a Declaração de Salamanca, que determinava princípios, metas e políticas educacionais que abarcassem todas as crianças que possuíssem alguma deficiência. Tal  movimento contribuiu para reafirmar o direito de todos a uma educação inclusiva que respeitasse o ritmo e a deficiência de cada um. Conforme a temática da inclusão, em 2001 foram estabelecidas as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica que primavam pela matrícula de todos os alunos no sistema de ensino, ressaltando a importância das escolas se organizarem para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais e, em contra partida os mesmos teriam atendimento especializado complementar ao aprendizado, articulando parcerias entre diversos profissionais.
 Na mesma época houve a Convenção da Guatemala, promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, consolidando os direitos da pessoa com deficiência, sem que o mesmo sofra qualquer diferenciação / discriminação que possa impedir o seu avanço intelectual, garantindo sua permanência na escola.
 Em 2002 foram aprovadas a Resolução CNE/CP nº1/2002 e a Lei 10.436 que estabelece, respectivamente, a formação de professores da Educação Básica voltados para diversidade, contemplando conhecimentos sobre necessidades educacionais especiais e, a legalização da Língua Brasileira de Sinais para a comunicação e a inclusão da disciplina de Libras no currículo dos cursos de formação de professores e fonoaudiólogos.
  A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada em 2009, assegura a educação inclusiva em todas as etapas de ensino, garantindo a permanência do educando na escola, sem que o mesmo seja excluído do sistema educacional e que essa educação seja de qualidade e gratuita.
 Sabemos que muitas são as Leis, Decretos, Resoluções, Planos de Desenvolvimento, Convenções, etc. que foram realizadas com o intuito de garantir a educação inclusiva de qualidade, a permanência do educando na escola, a formação do professor com vistas para essa educação, entre outros benefícios, porém, sabemos também que as garantias descritas nesses documentos não significam que as mesmas sejam aplicadas nas instituições educacionais, mesmo porque, nem sempre a escola pública atual está estruturada para garantir a aplicabilidade desses direitos.
  Sendo assim, cabe a nós professores, procurar sanar essas deficiências de recursos de maneira criativa e adequada para o ensino dessa classe que, naturalmente já se exclui ou é excluída, não somente no âmbito escolar, como também perante a sociedade.


REFERÊNCIAS

BRASIL. Declaração de Salamanca. Disponível no endereço: www.mec.gov.br/Seesp/arquivos/pdf/salamanca. Capturado em 14/08/2013.

_________. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica. Brasília: Secretaria de Educação Especial – MEC; SEES, 2001.



DIA DA ARVORE



terça-feira, 17 de setembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

                                      




          A leitura é o principal caminho para o desenvolvimento da aprendizagem, através dela, desenvolvemos a criatividade, a imaginação, as emoções.
                Para as crianças, o ato de aprender a ler é uma conquista de valor inenarrável, é quando elas conseguem entender que estão começando a construir suas identidades pessoais. Incentivar as crianças a ler, é ajudá-los nesse processo de construção, sem contar que, quanto mais ler, mais informações a criança conseguirá acumular e seus conhecimentos com certeza serão maiores.
                  Existem vários tipos de leituras apropriados para as crianças que estão começando a ler, entre eles estão as histórias em quadrinhos e os contos de fada, que despertam nelas a imaginação e fazem-nas viajar através da histórias, tornando-se, em suas mentes, personagens das mesmas. Isso faz com que a leitura torne-se um hábito e a criança torne-se um leitor assíduo.




             

Reginalva Cardoso de Oliveira

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

SER PROFESSOR

Alunos do 3º ano B da Escola Espírita" Maria de Nazaré"


            Ser professor é saber, acima de tudo, entender os conhecimentos prévios de cada aluno assim como também procurar maneiras de transpor os obstáculos que impedem o aprendizado do mesmo, é procurar desenvolver metodologias atrativas que os envolvam nas questões do aprendizado.
         Ser professor também é ser mãe, pai, advogado, delegado, psicólogo, companheiro, amigo... ser professor é se doar, é entender que dos conhecimentos que passamos e de como passamos esses conhecimentos para nossas crianças, depende, de certa forma, o futuro de cada um deles.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Quem disse que seria fácil?

            Quando se ouvia falar em Educação a Distância, para muitos a ideia era de uma modalidade cheia de facilidades, sem a obrigatoriedade da sala de aula, sem professores, sem compromissos.
       Na verdade, a realidade é bem diferente. A Educação a Distância requer muita disciplina e compromisso, uma vez que você depende de si mesmo. Essa modalidade ensina, acima de tudo, o  aluno a ser um pesquisador, comprometido com suas obrigações, pois os prazos e as metas estabelecidas devem ser cumpridas rigorosamente nos prazos.
            Para quem pensava que fazer um curso a distância seria fácil, "não", Educação a Distância não é fácil, é na verdade uma modalidade que exige mais do aluno, que ensina muito além do conteúdo para responder uma prova, ensina o verdadeiro sentido das palavras responsabilidade e compromisso.

Reginalva Cardoso de Oliveira